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Novos prefeitos
04-01-2009
Novos prefeitos
No
dia 1º de janeiro 5.563 novos prefeitos tomaram posse. Os candidatos
eleitos e reeleitos, sem exceção, todos prometeram a solução de todos
os problemas durante as campanhas. Depois de
eleito, os que tiveram mídia já devem ter dito que imaginava a
dificuldade. Na posse, a maioria já deve ter certeza de que não
cumprirão suas promessas fáceis. Mas isso é uma retórica de uma
distorção de fazer política. Ou promete tudo numa fantasia, ou com um
discurso real não se elege.
Administrar
é priorizar. Uma das principais prioridades deveria ser firmarem um
pacto pra extinguirem o analfabetismo formal em 4 anos. Pode não ser
possível, mas deveriam tentar, já que se trata de um problema
insolúvel, que nem o Mobral, criado há 40 anos resolveu. Muitas outras
iniciativas discursivas também não solucionaram. Deveriam estabelecer
metas claras, plausíveis e tentar cumpri-las.
Cada
prefeito tem um secretario e uma equipe de educação para isso. Mas a
maioria já deve estar arquitetando quem vai ser castigado com
transferências absurdas para locais distantes e nenhuma medida de como
qualificar os professores para melhorar a qualidade do ensino. Colocar
computadores públicos em todos os bairros e vilas.
Sem
projetos mirabolantes, deveriam criar políticas de arborização das
cidades, vilarejos, e até alguns trechos das zonas rurais. Em especial
as encostas das auto-estradas e dos corredores entre o espaço das
cercas e o trilha por onde as pessoas passam. Distribuiriam as mudas
adequadas aos solos e aos locais e cada proprietário ficaria
encarregado de zelar e proteger as árvores.
Na
área da saúde, toda prefeitura deveria contratar ao menos um
urologista, um ginecologista para exames preliminares, que desafogariam
os centros médicos das cidades maiores. Convênios deveriam ser firmados
entre cidades pequenas e grandes para que estas arcassem com o
tratamento, sob pagamento das cidades pequenas. Pequenos postos de
atendimento deveriam ser instalados nos vilarejos, com ambulância
disponível para transportar as emergências. Não permitir a utilização
delas para subir e descer com diretores e funcionários. Muitas são mais
usadas para isso. Contratar dentistas para orientação de cuidados
preventivos.
Informar
moradores e comerciantes sobre a obrigação, ao menos social, de
manterem calçadas e meios-fios limpos. Às escolas, que orientassem os
alunos sobre atos do dia-a-dia, como o respeito às regras de trânsito,
alimentação adequada, tomar líquido suficiente, antes que se tenha sede.
Instituir
oficialmente torneios de esportes diversos. Alguns com abrangência
hierárquica a partir das escolas, dos bairros, das vilas e distritos,
para se chegar ao nível municipal, com premiação simbólica e
financeira. Torneios de vôlei, de natação em lagoas ou piscinas, de
futebol, de dama e de xadrez e outros. Tudo de forma simples e prática.
E o cidadão cobrar, exigir, educar-se e não permitir o desvio de verbas
e do nepotismo, práticas muito mais comuns do que as sugeridas neste
texto.
Pedro Cardoso da Costa – Bel. Direito
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