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21-05-2007
Clique Mairiporã: cinco meses no ar
Amigos
e amigas, estamos completando cinco meses no ar e temos muito a
comemorar. Acreditamos que você também. Nesses cinco meses, nós
recebemos mais de sete mil visitantes. Começamos, em janeiro, com média
de 18 novas visitas por dia e atingimos, no início do mês de maio, o patamar
de 75 novas visitas ao dia, na média semanal. Fomos impedidos, por
decisão do genro do prefeito, de circular na rede interna da Prefeitura
de Mairiporã através do bloqueamento de acesso ao nosso site e sofremos
uma tentativa de fechamento patrocinada por secretários e assessores de
confiança do prefeito.
Por
outro, lado, em cinco meses, consolidamos o nosso papel de fonte diária
de informação para quem está em Mairiporã. Temos mais de 500 cidadãos e
cidadãs cadastrados para receber e retransmitir o nosso Boletim Clique
Mairiporã. São três novos amigos ao dia, 150 guerreiros do futuro por
mês. Mais do que leitores, o Clique Mairiporã está
conseguindo reunir o que há de melhor, do ponto do ponto de vista da
sociedade, para pensar uma nova cidade. É isso que o Clique Mairiporã deseja, é isso que a cidade está precisando.
Correria e voz
Foram cinco meses de correria, 24 horas por dia no
ar. Notícias quase que diárias, cobrindo os mais variados aspectos da
vida em sociedade. Estivemos presentes nos acontecimentos políticos, sociais, empresarias, religiosos, escolares, etc. Uma cobertura de tudo que aconteceu de bacana e de importante na cidade durante os últimos cinco meses. Uma verdadeira tarefa de fôlego.
Não
há quem não perceba que as coisas começaram a mudar depois que o Clique
Mairiporã chegou. Com o Clique, a cidade começou a ter a sua voz. Somos
um órgão de comunicação independente, comprometido, de fato, com a
história dos cidadãos e não com a versão impressa pelos políticos nos
folhetinescos de fim de semana. Depois que o Clique
chegou, a farsa de que a nossa cidade é uma aldeia pitoresca que exala
progresso e qualidade de vida está acabando. O lero-lero da classe
política não cola mais. O fato é que nossa cidade se tornou um
amontoado de problemas devidos, em grande parte, à
incapacidade administrativa e gerencial dos políticos, atrasados, de
Mairiporã. A cidade bucólica e de paz, se é este verdadeiramente o
significado da expressão “aldeia pitoresca”, não existe mais!
Hoje, somos
uma cidade empobrecida, com um comércio estagnado, com crescimento
desordenado; inúmeros problemas sociais e urbanos; não temos infra-estrutura adequada, nem serviços públicos de qualidade. Somos uma cidade sem políticas sociais e sem projeto de futuro. A classe política dirigente, nos últimos 30 anos, só fez empurrar a cidade para o buraco.
Perguntem a qualquer jovem, de 14 a 25 anos, que
moram ou estudam na cidade, qual é a opinião deles sobre o assunto. A
resposta é unívoca: Mairiporã não tem nada! Todos querem ir embora
daqui, à procura de uma oportunidade e de mais condições de futuro.
Infelizmente,
é este o estado de espírito da nossa cidade. Uma cidade para baixo, uma
cidade de cabeça baixa, deprimida por conta de trinta anos de atraso
nos seus governos e nas políticas adotadas por seus governos.
O verdadeiro significado da mudança
Nesses cinco meses, as matérias do Clique foram lidas mais de 125 mil vezes. Tivemos um milhão e quinhentos mil cliques em nossas páginas, fotos e vídeos. Nossos
leitores e leitoras são o que há de mais vivo na cidade. A classe
política, os lideres de inúmeras associações, entidades classistas,
empresários, estudantes, lideres religiosos, os jornalistas, os
profissionais liberais, etc. Nossos leitores, amigos e amigas moram na
Serra, no Mato Dentro, no Hortolândia, na cidade, na Terra Preta, no
Jardim Samambaia, Celeste, no Maria Antonina e já em quase todos os
bairros da cidade.
Nesses
cinco meses fizemos uma rede que tem aproximadamente 500 amigos. Somos
um canal de diálogo aberto à participação de todos os segmentos da
sociedade e queremos dar início a um processo de transformação que
possa resultar numa sociedade mais democrática onde a população tenha
voz e o governo tenha ouvidos.
Chega
de governos autoritários, que não permitem a participação da sociedade,
que não têm planos e nem projetos para cidade. Torcemos para que o
atual seja o último dos samurais da dinastia dos maus políticos que nos
últimos trinta anos governaram esta cidade.
Mairiporã precisa de um governo democrático, parceiro da sociedade, e que tenha condição de liderar um processo de debates, de decisões e de escolhas que conduzam para um novo estágio de desenvolvimento. Sem
um projeto de futuro, com a resolução gradual dos vários problemas
acumulados em anos de descaso e incapacidade, a cidade vai acabar e
virar um corredor de passagem, de espaços fragmentados, sem vida
comunitária.
Nossa
sociedade quer mudanças e infelizmente, o atual governo não foi capaz
de operar essas mudanças. O governo é decepcionante. É um governo sem
rumo, sem projetos de longo alcance. Isso é tão verdade que a principal
obra, alardeada pelo próprio governo como a de maior alcance social, é um concreto clandestino, “baratinho”, anunciado como uma “grande” idéia para resolver o problema das ruas da cidade.
Certamente,
é uma grande idéia para gastar mal o caro dinheiro dos impostos e uma
ótima idéia para resolver os problemas da falta de votos dos vereadores
concreteiros, que dizem amém ao governo atual.
O
Vereador Dú, por exemplo, é um dos maiores concreteiros da cidade . Se
ele fizer trinta concretinhos baratinhos e conseguir 10 votos por
concretinho, ele embolsa 300 votos na conta da sucessão, com obras que,
ele mesmo reconhece, dependem da sorte. Umas dão, outras não dão certo e só precisam durar até a eleição.
É
a mesma mentalidade, a de enganar e de tentar levar vantagem em tudo,
que era comum aos políticos-coronéis dos anos 30 e da ditadura militar.
Eles dizem: dane-se a qualidade do gosto público, pode-se gastar à
vontade, desde que o gasto renda algum voto na minha urna. É o novo
vestido com a roupa do que há de mais antigo e atrasado na política: Um
bebê com cabeça de defunto.
Saiam da frente que a cidadania quer passar! Nesses
cinco meses, por meio do diálogo diário com nossos leitores, pudemos
perceber que a cidade quer a mudança. Uma mudança de caras, uma mudança
de nomes, a mudança das idéias, a mudança de métodos. A cidade quer o
fim do atraso e o começo do progresso. Mas a mudança exige diálogo e o
Clique Mairiporã, desde o início, quer ser o canal de comunicação
promotor desse diálogo. Nesse tempo de cinco meses,
começamos esse processo de mudança e queremos você como parceiro.
Continue lendo, participando, deixando e-mails, críticas, informações,
etc. O Clique é seu.A cidade é nossa.Vamos nos unir pelo nosso direito
à cidade!
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