Racionalização de serviços e gastos
29-01-2009
Racionalização de
serviços e gastos
Todos
os governos brasileiros, federal, estaduais e municipais deveriam criar
uma
comissão dentro de seus órgãos para racionalizar os serviços, a
utilização de
material e a preservação de outros, e principalmente para evitar o
desperdício
em geral.
Iniciar
o trabalho com apontamento e extinção da quantidade desnecessária de
cargos
comissionados em cada órgão. Além de inúmeros cargos, existem muitos
setores,
seções, assistências, coordenadorias e secretarias sem nenhuma ou com
pouca
necessidade que, com pequenas adequações, poderiam ser incorporados a
outros. Alguns
setores são pequenos demais para justificarem ter um responsável
remunerado. A
menor gratificação por cargo no serviço público federal é em torno de R$
1.500,00. Parece valor insignificante. Não é, quando se multiplica por
mais de
duzentos mil cargos, no mínimo. Essa é uma das práticas de desperdício
de
dinheiro mais comum, mas existem outras, muito utilizadas ou aceitas na
administração pública, que não seriam utilizadas pelas mesmas pessoas se
fossem
em suas empresas.
Destacam-se
as ligações telefônicas particulares, a realização desmedida de horas
extras,
cujo título de campeã fica com a Câmara dos Deputados ou Senado. Viagens para passeio com disfarce de seminários
ou cursos e palestras.
Outros
serviços são totalmente descabidos, como os milhares de cartórios de
vários
serviços. São verdadeiras máquina de
dinheiro para carimbar papel e cópia, cujo valor se sustenta apenas na
indústria da fé de que carimbo dá seriedade e confiabilidade. Muitos com
preços
extorsivos, como as escrituras de imóveis e documentação de automóveis.
Nos
vários órgãos públicos são retiradas cópias demais para criar outros
procedimentos administrativos para o mesmo objeto. Prática rotineira em
toda a
administração pública. Isso gera o chamado serviço superposto de vários
setores
fazendo quase ou o mesmo serviço. A maioria sem nenhuma necessidade.
Pequenas
medidas, sem precisar de nenhuma lei nova, poderiam tornar o serviço
mais eficaz.
A identificação dos servidores com crachás e ao atender telefone de
forma a
evitar a pergunta de quem está falando. Relação dos servidores em locais
públicos, especialmente em hospitais e postos de saúde, com
discriminação de
horário. Que os órgãos respondam pelos serviços e não individualizar por
servidores, para evitar o aguarde que ele foi tomar um café, almoçar, ao
banco.
E, para fechar, que haja informação bastante clara sobre o serviço
prestado. A
maioria precisa interromper várias vezes a ligação para responder algo,
que
outro colega responde diferente, o que um afirma, num minuto depois,
outro
nega. E acabar com a resposta mais comum no serviço público de que não
foi bem
isso que eu disse.
São
medidas simples, requerem atitude de gestor para implementá-las e
colocá-las na
prática. Muitos servidores esquecem ou não têm consciência de que sua
função
essencial é prestar serviço ao público. E este deve ser imediato e de
qualidade; com rapidez, eficiência e precisão. Simples. Pena que o
servidor
público tenha arraigada uma visão de que o serviço público deva ser
sempre
complexo, confuso e inconcluso.
Pedro
Cardoso da Costa - Bel. Direito
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