Por:Chico Ahicart
27-10-2008
FILOSOFANDO NO BOTECO 365
Tal como anunciei, passo a comentar o que ouvi sobre os
Vereadores, novos e veteranos.
DIZEM QUE :
O Dú foi eleito
na primeira vez com o voto jovem. Perdeu muitos adeptos, mais ganhou muitos
mais pela dedicação de lutar em Brasília para conseguir financiamento para os
bairros. Vizinho beneficiado não esquece.
O Marco Antonio.
Nesse caso tenho que confessar que quatro anos atrás, quando foi eleito por
primeira vez, eu dei uma de adivinho dizendo que essa era a primeira e ultima.
Como podem imaginar fui demitido do meu emprego de profeta. Errei feio. Ele não
fez muitas propostas para a cidade mais a vocação pelo assistencialismo o
reelegeu. Desculpe a minha arrogância.
Meu amigo Valdecir
do Mak. A sua luta pela Terra Preta não refletiu os muitos votos que teve.
Merecia bem mais. Algum dia vai ser Prefeito da sua “nova cidade”.
Outro amigo, o Glauco.
Dirigiu a Câmara com elegância. Trabalhou pela localização dos pedágios da
Fernão Dias foi recompensado.
Não conheço o doutor Ricardo
Vieira. Poucos o conhecem. Porém tem uma consideração e respeito dos seus
pacientes que após varias tentativas o elegeram. Também teve muita importância
o fato de ser "genro" do grande "japonês-brasileiro" que é o Hakira. Sem ele essa
cidade teria menos historias para contar.
O Doutor Osvaldo,
que muito se dedicou aos bairros carentes e esquecidos, foi traído pelos
churrascos que outro candidato deu. O imediatismo do homem do campo fez que quem
passou anos cuidando deles fosse trocado por quem chegou na última hora. Teve
sorte o nosso Doutor, pois na cidade foi bem lembrado e ganhou!
O Dayvid Alves
no seu primeiro mandato foi uma metralhadora rotativa, atirava para todos os
lados sempre querendo defender os interesses do povo. Foi recompensado. Os
eleitores reconheceram a boa vontade. Com a experiência vai melhorar.
Marcinho da Serra. Desconheço o novo Edil. Meus
informantes também desconhecem. Só me resta desejar muita sorte para ele e para
a cidade. Queremos conhecê-lo.
O grande amigo Julio
Ruiz, após tantas lanças quebradas em prol dos interesses da cidade não
podia ficar de fora. Ele lutou contra os Moinhos de Vento. Não ganhou a batalha
mais continua na luta. Parabéns.
Também desconheço o Aladim.
Muitos o conheceram fazendo relações na Rodoviária e nos bairros. Quem o
conhece diz que o rapaz é bom. Tem vontade de fazer. É o que todos esperamos
dele e de todos os eleitos.
A cidade espera que a nova legislatura seja mais efetiva.
Que pense no futuro da cidade. Menos títulos, lombadas, nomes de ruas, faróis,
tapa buracos, etc. E mais projetos sobre o trânsito, o turismo, saúde, educação,
segurança, qualidade de vida, etc. Menos oposição por norma e menos servilismo
por interesse. O futuro da cidade esta por cima dos interesses imediatos.
Pensem nos seus filhos. Não para dar um carro de presente. Para garantir um
belo futuro.
Os que não foram reeleitos:
O Sargento Lopes
levou até as últimas conseqüências a sua luta contra o concreto nas vias não
asfaltadas. Tinha razão. A lei sempre esteve do seu lado, porem o povo não quer
saber de legalidades. Não quer pisar no barro.
O jovem Pizza,
como jovem, apostou muito na força do futebol. Esqueceu que os jogos de várzea,
não só não tem publico, fica difícil formar um time com onze jogadores. O povo
só gosta de campeões, nem vice não serve, quanto mais amadores. Quem
antigamente viveu dessas rendas também está fora.
Não posso
deixar de lamentar o fato de que dois candidatos muito bem votados, por causa
de uma legislação irracional, tenham ficado de fora. O Professor Essio e a D.
Lúcia. Mereciam estar lá.
Bar é cultura, mas tem muito burro também. Uma
vez no, Bar do Paulinho, foi um camarada com uma caixa de filhotes de papagaio.
Queria vender por duzentos e cinqüenta reais por cabeça. O dono do
estabelecimento falou que tinha um interessado no negocio. – Eu te dou
cinqüenta reais por cada um que vender. - Já falei que o cara está interessado
em todos. - Quem é o cara? Onde acho? – O nome é Pereira. Acha ele na
delegacia. É o delegado. O vendedor saiu correndo e não voltou nunca mais. O
Paulinho perdeu um cliente e uma comissão. Agora eu tenho que beber mais para
compensar o caixa do bar.
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