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Meio Ambiente participa do monitoramento ambiental estratégico da Serra da Cantareira


12-03-2009


As ocupações irregulares ameaçam ostensivamente a Serra da Cantareira

 


 

Mairiporã está participando ativamente da “Operação Serra Protegida”, iniciada em fevereiro último pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente com o objetivo de combater atividades predatórias e a degradação ambiental na Serra da Cantareira.

Depois de dar início aos sobrevôos de helicóptero no município e de intensificar as fiscalizações ambientais no entorno da Cantareira, o secretário do Meio Ambiente de Mairiporã, Jonpeter Glaeser, participa do grupo de trabalho “Defesa da Cantareira”, que se reúne semanalmente na Secretaria Estadual do Meio Ambiente. O Grupo é constituído por representantes de nove municípios do entorno da Cantareira, oficiais do Comando da Polícia Militar Ambiental, técnicos do Departamento de Uso do Solo Metropolitano (DUSM) e do Departamento Estadual de Proteção dos Recursos Naturais (DEPRN).

 

A Polícia Ambiental também faz sobrevôos de helicópteros na área da Cantareira, que foi dividida em quatro setores estratégicos.  Durante os vôos, técnicos confrontam imagens de satélite com as que se vêem no solo.  Quando há alteração, o ponto é marcado no aparelho de GPS.  Com as coordenadas, equipes terrestres da Polícia Ambiental no solo fazem a intervenção imediata. As coordenadas permitem também que a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e policiais ambientais alimentem um banco de dados, atualizado em tempo real. Essas informações servem de prova para que proprietários de imóveis na Cantareira que cometam crimes ambientais possam ser autuados, mesmo sem o flagrante delito.

 

O secretário Jonpeter informou que as ocupações e loteamentos irregulares, o desmatamento, os despejos criminosos de resíduos sólidos, o tráfico de animais silvestres e os bota-foras de lixos urbanos são as principais ameaças à Serra da Cantareira. “A Cantareira é a Amazônia paulista. O Parque Estadual da Cantareira contém a maior floresta urbana do mundo. Nos últimos três anos, foram suprimidos 236 hectares de matas na região da Serra. Para combater de maneira eficaz os crimes ambientais e a degradação nos 7.900 hectares de florestas, é necessária uma força-tarefa”, explicou Peter.

 


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