A mobilização
popular e institucional contra a instalação da praça de pedágio no km 66 da
rodovia Fernão Dias ganhou novos contornos e está conseguindo o objetivo de
parar as obras no aguardo de que a empreiteira OHL resolva fazer a praça no km
54,llocal previsto no Estudo de Impacto Ambiental de duplicação da rodovia.
O Conselho Municipal
de Defesa do Meio Ambiente, COMDEMA, EM 3/12/2008 relatou a situação de risco
ao manancial ao Comitê Regional de Bacia Hidrográfica que acatou e remeteu aos
órgãos fiscalizadores ambientais estadual. Após esta denuncia o Departamento do
Uso do Solo Metropolitano ,DUSM, ligado à Secretaria Estadual do Meio Ambiente,
embargou as obras e autuou a empreiteira por dano ambiental tal ato foi
publicado em Diário Oficial do Estado em 12/12/2008 sob processo SMA 17.777/08
Dano Ambiental km 65,7 rod. Fernão Dias.
Os ambientalistas,
liderados pela Associação Ecológica e Cultural de Mairiporã - Acorda Mairipa,
estão requerendo uma audiência com o Secretário Estadual do Meio Ambiente para
discutir a anulação das licenças concedidas pelo IBAMA, por Violação ou
inadequação de condicionantes e normas legais (comprovadas pelos embargos
estadual e municipal), omissão ou falsa descrição de informações relevantes
(sem incluir a área de influência do Parque Estadual do Juqueri, entre outras),
que subsidiaram a expedição da licença e Graves riscos ambientais e de saúde
(pelo risco de aumento de tráfego de cargas perigosas). O movimento também
considera imprescindível a realização de audiência pública para que a
empreiteira exponha o projeto das obras, a obstrução de acessos pretendida e as
compensações ambientais necessárias.
O Gabinete do
Secretário já confirmou a disposição do mesmo para audiência e aguarda
compatibilização de agendas, visto que os ambientalistas consideraram
importante a presença de representação do executivo, legislativo, Secretaria
Municipal do Meio Ambiente, COMDEMA e COMTUR – Conselho Municipal de Turismo
que também aderiu ao movimento. O Ministério Público Federal também será
notificado para intervir no processo de nulidade das licenças concedidas.
Na última reunião do
Fórum anti pedágio no km 66, dia 7 de janeiro, discutiu-se a importância, para
maior segurança jurídica, de regulamentação da lei federal de Estudo de Impacto
de Vizinhança EIVI – cuja minuta foi enviada pelo COMDEMA desde agosto do ano
passado- para isso definiu-se que os vereadores seriam procurados para aprovar
em regime de urgência.
Quanto à sentença
proferida contra a instalação de pedágios no rodoanel, alegando uma lei
estadual de 1953 impedindo a instalação de pedágios a menos de 35 km da Praça
da Sé, a mesma está sendo contestada pelo Estado baseado em sentenças
anteriores expedidas em pedágios na rod. Castelo Branco.
Segundo os
representantes do Fórum contra o Pedágio tal argumento não será o foco do
Movimento da Rodovia Fernão Dias, que não contesta o pedágio em si mas sim a
localização de uma de suas praças .