REUNIÃO ABERTA
AO PÚBLICO DIA 17 ÀS 17:30hs. NA CASA DO EMPREENDEDOR DE MAIRIPORÃ
Reunido em plenária no último dia 9 em Mairiporã o Sub Comitê Regional da
Bacia Hidrográfica Juquery Cantareira deliberou apoiar a reivindicação do
COMDEMA (Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Mairiporã) sobre as obras da
praça de pedágio no Km 66 da Rodovia Fernão Dias.
A reivindicação coloca a necessidade de apresentação de EIA/RIMA (Estudo de
Impacto Ambiental /Relatório de Impacto Ambiental) e EIVI (Estudo de Impacto de
Vizinhança) com suas respectivas Audiências Públicas requerendo-se nos casos de
suas dispensas pelos órgãos ambientais (IBAMA, SMA) as justificativas de
tais atos para o devido envio às considerações do Ministério Público.
O Sub-Comitê é um órgão colegiado aonde participa representantes dos municípios
da região, incluindo São Paulo e do Estado incluindo a SABESP, CETESB e DAEE
alem da sociedade civil e delibera sobre questões relativas aos recursos
hídricos.
A
plenária do órgão posicionou-se também pela mudança da localização da praça de
pedágio do Km 66 para o km 54,7 ou outro fora da área de proteção aos
mananciais, fora do perímetro urbano de Mairiporã e fora da macro-região da
Serra da Cantareira e de possíveis fugas de pedágio por estradas que cortam
essa região e em especial as secundárias que cortam a Serra e o Parque Estadual
da Cantareira e o Parque Estadual do Juqueri no sentido de se preservar todo o
manancial de água da região metropolitana e todas as esferas de proteção, sejam
municipais, estaduais, federais ou internacionais que incidem sobre ela.
Presente à plenária o vereador Dr. Osvaldo colocou que apesar de todos os
vereadores de Mairiporã estarem contra a instalação da praça de pedágio no Km
66 ela seria inevitável sendo feita várias idas à Brasília e que
esta seria a avaliação da Câmara. O secretário do Meio Ambiente,
Jon Peter Glaeser informou do embargo pelo departamento de Obras das
instalações de apoio e que estaria sendo aguardado o inicio das obras da praça
de pedágio em si para uma outra ação de embargo sendo que não foi expedida
certidão de uso do solo para a referida obra.
Até o momento o prefeito não
enviou à câmara a proposta de regulamentação da lei que institui o Estudo de
Impacto de Vizinhança que poderia embasar com real eficácia uma pretendida ação
de embargo. O representante da prefeitura de Franco da Rocha, Arq. Fagath, colocou
a total propriedade do municipio legislar em seu território pela lei federal
Estatuto das Cidades não cabendo imposições arbitrárias do campo federal.
As entidades e representantes da
sociedade civil do COMDEMA presentes reforçam o chamado para uma reunião
aberta para articulação do movimento contra o pedágio no KM 66 neste próximo
dia 17, quarta feira, às 17:30hs na casa do empreendedor de Mairiporã na
avenida Tabelião Passarela.